Playlist: Partiu Berlim!

  • Que tal uma imersão musical para Berlim?

Eu não sei para vocês, mas para mim escutar alemão é sinônimo de flertar com o desconhecido. E isso é maravilhoso! Nada melhor do que descobrir uma língua nova, aos poucos, e durante um momento especial, como as viagens devem ser.

Então, caso, você esteja indo para Berlim (ou para outros lugares da Alemanha), deixo aqui um ponto de partida para começar a sua imersão musical. Para variar a seleção está “politemática” e sentimental. Percebi que tem muita música que escutava durante minha adolescência que na realidade foi feita por gente das bandas de lá. Espero que vocês gostem. Partiu?

ps.: quero muito agradecer a Claudia Niemeyer pela ajuda e pelas sugestões incríveis!

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Ich Dich Liebe – Pink Martini – essa é simplesmente minha banda preferida no mundo. Um amigo me apresentou tem uns dois anos. Foi amor à primeira faixa. Eles são de Portland, Estados Unidos. Um grupo de doze músicos, com direito a trombone, harpa, piano etc. Eles cantam de tudo mesmo, do jazz à bossa nova e, o melhor de tudo, em várias línguas – grego, japonês, francês. A seleção é divina! Essa é recomendação de coração.

Bei Meiner Seele – Xavier Naidoo – as músicas do Xavier não me encantaram, mas essa, especificamente, eu amei! Tem ar antiguinho que adoro nas músicas. Ele me lembra um pouco o francês Ben L’Ocle Soul. Para quem não quer ficar perdido, segue uma tentativa de tradução aqui.

Einmal um die Welt – Cro – super dica da Claudinha, claro. Cro é apelido do rapper Carlo Waibel. O cara é tudo, até designer! Mais alguém por aqui louco de achar que tem tudo a ver? Bom, ele está sempre com esse boné de urso panda ou sei lá. Gostei da atitude anti selfie, mas o mais importante é que a música é boa. Para quem não quer ficar perdido, segue mais uma tentativa de tradução aqui.

Belin – RY X – e a Claudinha continua arrebentando. Deve ser uma delícia escutar essa música andando de bicicleta pelas ruas de Berlim. Se você puder ter essa experiência me conta depois? Ry Cuming é australiano e mora na Califórnia, mas essa música (mesmo que seja cantada em inglês) tem realmente um sentimento da cidade, uma fluidez talvez. Detalhe interessante, Ry era amante do surfe na sua cidade natal.

Major Tom – Peter Schilling – major tom é ícone dos anos 80. Uma personagem fictícia criada por David Bowie. Um astronauta que aparece em várias músicas dele, em vários momento de um modo autobiográfico. O major foi apropriado por outros músicos, entre eles, o alemão de Stutgard, Peter Schilling. Essa é a versão alemã da música, um clássico! Para cantar sabendo, segue uma tentativa de tradução aqui.

Autobahn – Kraftwerk – mais uma indicação da Claudinha. Essa é para se entregar. Kraftwerk significa “usina de energia” em alemão. Eles começaram em 1970, completamente visionários e vanguarda da música eletrônica, já que introduziram uma série de técnicas e sons  (sintetizadores de voz, por exemplo). É um clima urbano e tecnológico, com o objetivo de transformar os sons da cidade em música. Como disse: é para se entregar. Gostei do título dessa música. Autobahn são estradas sem limites de velocidade que cortam o país (a ausência de limite é apenas para alguns trechos, mas a velocidade é bem alta). Acho que capta bem esse espírito de vanguarda, urbana, empreendedora alemã.

Auf Uns – Andrea Bourani – Andreas é norte-africano adotado por uma família alemã da Bavária. Estudou música em Augsburg  Ele é pop. Essa é daquelas músicas para deixar a gente feliz e motivado. O mais interessante é que nesse clipe tem umas tomadas de Berlim para ajudar a entrar no clima: partiu Berlim! Para quem não quer ficar perdido, segue uma tentativa de tradução aqui.

99 luftballons – Nena – musiquinha básica, tema em mil filmes, super pop e bobinha, mas como não incluí-la? Segue uma tentativa de tradução aqui.

Garota de Berlim – Nina Hagen e Tokyo – a Nina é nasceu em uma Berlim ainda divida, filha de uma atriz e um pai escritor agnóstico com ascendência judaíca. Quase foi atriz e teve formação para ópera, acreditam? É uma cantora fora de rótulos, ainda que muitos a coloquem na caixa do “punk”. Em essência, ela é diva e louca. Aqui no Brasil, ficou conhecida por ter divido o vocal com o Supla na música “Garota de Berlim”.

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