Roteiro a Pé para Lower Manhattan

  • Um Roteiro para Mergulhar na História de Nova York
  • Foley Square
  • City Hall
  • Woolworth Building
  • St. Paul’s Chapel - Capela de São Paulo
  • Trinity Church ao fundo da Wall Street
  • Canteiro de obras pós queda do WTC em 2013
  • Federal Hall - foto a partir de Open Buildings
  • Restaurante Delmonico's - a fachada
  • Charging Bull
  • Monumento The Immigrants de Luis Sanguino ao lado do castelo Clinton
  • Eagle Memorial no Battery Park
  • No Charging Bull - fila para tirar foto

Lower Manhattan é o lugar onde a cidade começou. A primeira paisagem vistas pelos imigrantes, desde quando a cidade era uma simples fortificação até os dias de hoje.

Nessa proposta de caminhada você encontrará os vestígios de vários momentos da cidade. Todos ali, misturados, se sobrepondo. NYC é uma cidade que muda constantemente, que se constrói e se destrói com uma facilidade particular. Mas ali, no Lower Manhanttan, é possível perceber com clareza alguns momentos fundamentais da história da cidade (como centro político e depois como centro econômico do país).

Foi isso que tentei marcar através de cada parada. Não é preciso entrar em cada lugar, nem fazer todas as visitas guiadas, mas recomendo fortemente a ida a Ellis Island e o passeio do WTC . Façam uma reserva antecipada nos sites indicados para não perderem a oportunidade e, mesmo que não entendam uma palavra de inglês, a experiência de estar lá já falará por si.

Importante! roteiro está dividido em duas partes que você pode inverter se quiser privilegiar o passeio a Ellis Island deixando-o na parte da manhã. O primeiro começa na Foley Square e vai até o Delmonico’s. Há uma parada para almoço com direito a steak clássico! Depois, um breve caminho até o Battery Park para pegar o barco para Ellis Island, que merece uma tarde ou uma manhã.

Exibir mapa ampliado

A) Foley Square – não é exatamente uma praça, mas é a interseção onde você encontrará importantes edifícios, como a United State Courtehouse, a Thurgood Marshall Courthouse e outros. É o centro cívico (civics buildings), o lugar dos tribunais de justiça e, mais importante, frequente pano de fundo da série Law&Order (risos). A Foley Square é um lugar de fronteira. Se andar mais um pouco para cima, chega-se a Chinatown ou a TriBeCa. Outro detalhe interessante: no atentado ao World Trade Center a praça serviu de local de triagem.

B) City Hall – é a prefeitura mais antiga dos EUA! Não sabia disso –, suas escadarias são famosas e elas foram usadas como palco para algumas solenidades oferecidas pela prefeitura, como entrega de chaves. Não deixe de andar pela praça e reparar bem a fachada do edifício. O lugar é muito usado para manifestações públicas e tem sempre alguém pedindo uma assinatura para algum abaixo-assinado ou coisa assim. Detalhe fundamental: muita gente (e me incluo aqui) confunde a Tweed Courthouse (Old New York Courthouse), na 52 chambers street, com o City Hall. Por isso, tome cuidado para não acabar no prédio errado.

Curiosidades: a fachada foi construída para o sul, de frente para o City Hall Park. Em 1812, os arquitetos não acreditavam que a cidade cresceria muito para o Norte. Irônico, não é? Vejam algumas fotos aqui. O guia da National Geographic diz que no lobby do edifício há uma estátua de George Washington feita a partir do próprio como modelo vivo.

C) Woolworth Building – O prédio já foi o maior da cidade (de 1913 a 1929). Vale a pena passar pela porta e admirar um pouco. Quem sabe você não lembra dele em algum filme?

D) St. Paul’s Chapel – se você é como eu e, quando pensa em igrejas, pensa em barroco ou gótico, esta capela será uma experiência estética estranha, mas muito educativa. Do início da Wall Street, já se pode enxergar a Trinity Church, só que esse não é o caso da capela de Saint Paul, que pode passar despercebida ao olhar dos visitantes. A igreja é muito simples e inspirada num estilo inglês Georgiano, mas seu portal com colunas gregas clássicas, a torre octogonal no meio do prédio e um formato de caixa apontam para uma maneira bem diferente de pensar o sagrado. Agora, o que mais impressiona é perceber que essa capela é o prédio público em uso ininterrupto mais antigo da cidade. Ela sobreviveu a incêndios, batalhas, atentados e está lá, firme e forte. Incrível. Durante o 11 de setembro, a capela teve um papel importante, já que serviu como posto de descanso para os trabalhadores engajados na recuperação do local logo após o atentado.

E) 9/11 Tribute Center – Quando fui, a entrada era gratuita, mas agora está custando 10 dólares para visitar a exposição e mais 10 para os passeios a pé (2013). Aconselho as duas atividades. A galeria é pequena, mas muito didática e emocionante, talvez até um pouco mórbida, com aquelas fotos de reminiscências dos escombros. É curioso perceber como as pessoas saem da visita emocionadas e o quanto o lugar se tornou um centro de peregrinação. O passeio a pé (esse eu não fiz) deve ser a melhor parte, já que os guias são pessoas que trabalharam no local logo após o atentado, sobreviventes ou familiares de pessoas que faleceram ali. Para quem visita é um privilégio, além de aprender sobre a história do atentado, conhecer a visão de alguém que viveu aquilo na carne, no seu dia-a-dia e, para eles, os guias, uma oportunidade de transformar a dor em conhecimento.

Para reservar o passeio a pé, clique aqui.

F)  Wall Street e New York Stock Exchange – é a bolsa de valores de NYC. Está fechada para visitantes, mas vale ao menos passar na porta, principalmente por ficar na Wall Street, que por si só já é outro ponto histórico da área. Talvez seja o ponto mais relevante do Lower Manhattan, o centro nervoso financeiro de um bairro que é um testemunho de um EUA que se quer ver como potência econômica. Agora, prepare-se, porque a rua é uma decepção. Apesar de ser endereço de prédios importantíssimos, a rua mesmo fica toda espremida no meio dos arranha-céus, pequena e singela.

Sobre a NYSE, quando estiver passando na frente, lembrem do filme “Trocando as Bolas” (Trading Places), com Eddie Murphy e Dan Aykroid. Especialmente daquela cena dos operadores, comprando e vendendo ações.

– Conheça alguns passeios a pé que a NYSE recomenda na sua página. Eles são todos em inglês, mas fica a dica. Clique aqui.
– Quer ver o sino da bolsa tocando em tempo real? Entre aqui para acompanhar (9.30a.m. e 4p.m., horário de Nova York).

G) Federal Hall – Já foi Congresso e Suprema Corte. Também fica na Wall Street e é um monumento nacional desde de 1955. Foi ali que George Washington prestou juramento como primeiro presidente do EUA. As visitas guiadas são em inglês, mas são altamente recomendáveis. Não precisa de reserva. Os horários estão disponíveis aqui. A exposição permanente vale a ida com ou sem visita guiada.

H) Restaurante Delmonico’s – Hora de fazer uma parada na caminhada. Por que não com um almoço no Delmonico’s? O mais famoso dos restaurantes que servem o famoso steak Delmonico. É também o original, ele fica na South William Street. Lugar onde comeram Mark Twain, Theodore Roosevelt, entre outros. Acredita-se que lá foi o primeiro restaurante americano a permitir que seus clientes pudessem solicitar um menu à la carte, e a utilizar uma lista de vinhos. Recomendo de olhos fechados. O lugar é autêntico, cheio de história, o serviço é excelente e o steak, hummmm!

I) Bowling Green e o Charging Bull (o touro) – é apenas uma pracinha com bancos, logo em frente ao American Indian Museum. Dizem que foi o primeiro parque público da cidade (1733), e era alugado para jogos de bocha. O que faz realmente valer a pena, no entanto, é a escultura do touro, o Charging Bull. Um verdadeiro ícone – lembra dele no filme Hitch? – esculpido em bronze por Arturo de Modica. Ficou conhecido como The Wall Street Bull por resumir o espírito agressivo e próspero do Lower Manhattan como distrito financeiro. As filas para tirar fotos com o touro, porém, são desestimulantes. Uma curiosidade – reza a lenda que colocar a mão nas bolas do touro dá sorte. E aí, vai?

J) Battery Park – Vocês sabiam que o terreno desse parque é um aterro? Descobri isso agora. Bom, existem duas coisas que fazem com que este lugar seja uma passagem obrigatória: a primeira é a vista para a Estátua da Liberdade e a segunda é que dali saem os barcos para Ellis Island e para a estátua também.

O Castelo Clinton é a edificação que chama mais atenção no Battery Park. Ele está fechado para visitas, mas se puder, dê uma circulada por ele. Este forte, que nunca teve suas armas disparadas, já foi posto de imigração (o mágico Houdini chegou por ali), arena de entretenimento e até aquário. Do lado do Castle Clinton fica o ponto de encontro para ir até a Ellis Island e a Estátua da Liberdade. Tenha sua reserva em mãos e muita paciência, porque os procedimentos de segurança são quase como os do aeroporto.

Clique aqui, para fazer a reserva para visitar Ellis Island.

17 comentários

  1. Anonymous disse:

    Raphaella, O que você acha de NY em março? Irei no início e não sei se ainda estará frio ou se terá chuvas.

    1. Olá,
      Acredito que março ainda estará bem frio ( e o frio nova iorquino é barra pesada). Se puder escolher opte pelos meses de abril e junho para aproveitar a cidade na sua versão florida. Também gosto de setembro e outubro, quando tudo está amarelado pelo outono. Mas, se só puder em março, não deixe de ir. Coloque seus casacos na mala porque a cidade é animada em qualquer momento do ano e cheia de opções para todos os gostos e estações! Bjs

  2. (TS) disse:

    Olá !
    Adorei o roteiro ! Engraçado que eu não gostei da Ellis Island e falo para todo mundo não descer e ir direto para a estátua da liberdade. Eu errei feio pois parei na ellis island depois de ter ido na estátua e por isso demorei muito para sair de la pois as barcas já chegavam muito cheias. Não sei se isso contribuiu para não gostar do lugar…

    1. Oi, Taísa,

      Vou ter que me esforçar para fazer você mudar de opinião. Engraçado é que acho que você foi a primeira pessoa a me deixar com vontade de conhecer a ilha. Acho que o problema dos barcos deve ter contribuído, sim. Mas essa é uma boa dica para se considerar.
      abs

  3. Simone disse:

    Olá Raphaella estou adorando a sua série e ansiosa por novos posts, já que vou para NYC pela primeira vez em Junho. Citei seus posts no meu blog (http://casinhacolorida-simone.blogspot.com.br), como indicação,ok? Bjs!

    1. Simone,
      Já dei uma olhada no seu blog e vou segui-lo certamente. Adorei o post dos macarons NYxParis! Que bom que você gostou do blog fico muito feliz. Espero ver você aqui mais vezes.
      abs.

  4. Anonymous disse:

    Amei o seu roteiro sobre Lower Manhattan!!! Vou para Nova York em maio, até la será postado o restante???
    Muito BOM!!!

  5. Olá,
    Você não imagina o incentivo que me deu. Estava aqui engasgada com o segundo dia, fazendo mil pesquisadas, esperando a perfeição. Que bom que gostou! Vou colocar o segundo dia 20 de março. Promessa.
    abs.

  6. Anonymous disse:

    Gostaria de saber se vc ainda vai postar os outros 6 dias.. pq eu só ” DIA 01″
    Só o do primeiro dia ja adorei..*-*
    Quero saber mais !

  7. Legal Rafa, vou esperara mais dicas.

  8. Raquel M.B.G. disse:

    Engraçado, ainda estou “digerindo” NY! Adorei o Memorial 9/11 e o Soho! Bjs

    1. “digerindo”? fiquei curiosa. Foi intenso?
      Conta para a gente.
      abs

  9. hummmm…. vc me fez viajar!!!! adorei!!!! e ainda aparece minha nora na foto! Parabéns!

    1. Que bom! Não fala para ela. 😉

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *