Nos Telhados de Paris

  • Detalhe dos telhados de Paris em um dia de chuva. Mais romântico é impossível!
  • Descubra um pouco mais sobre os telhados de Paris

 Eles são poéticos, charmosos e enigmáticos. Já foram pintados, desenhados e cantados por gerações de parisienses (de nascença ou coração).

Do que estou falando? Dos telhados de Paris.

Para nós que estamos de passagem pela cidade, por que não se apaixonar por essa maneira incomum de admirar a cidade? Para mim, ver Paris a partir de seus telhados, é como pegar um quadro querido, virá-lo, e descobrir que no seu revés existe uma dedicatória apaixonada.

Se você acalmar seu coração de turista agitado, e olhar para os telhados de Paris certamente encontrará uma declaração de amor sendo escrita em segredo.

É uma parte resguardada da cidade, os telhados. Ali é possível enxergar um grupo de amigos tirando fotos, uma menina pensativa; jardins suspensos cultivados com carinho; uma criação de abelhas (nos telhados do Grand Palais). Também pode ser que veja um ensaio fotográfico ou um louco fazendo parcours. Namorados abraçados e, se tiver muita sorte, alguém em vias de escrever um grande poema.

São dedicatórias de amor, de cuidado com a cidade – aonde a gente não está acostumado a percebê-la. Toda cidade tem gente para denegri-la. Por outro lado, Paris é sortuda e tem mais gente para amá-la e cuidá-la (acho).

Por inteiro, até nos seus cantinhos mais escondidos.

É uma delícia passar horas olhando para os detalhados de Paris. Você sente vontade de estudar filosofia, ir para o Nepal, pensar no quanto a vpida é breve, triste e maravilhosa ao mesmo tempo. Sente saudade do Brasil e se sente vivo. Lembra o quanto é importante parar e não pensar em nada; pensa no trabalho, mas logo se sente feliz por estar de férias. Pensar, lembrar, esquecer e olhar para os telhados. Uma sensação imbatível.

Eu me apaixonei pelos telhados de Paris assistindo Aristogatas. É um clichê, mas digo sem vergonha nenhuma. Depois vieram referências melhores, mas memória infantil é algo que simplesmente se aceita. Deixo assim minha nada solene confissão: sempre que vejo esses telhados de zinco sinto uma vontade de ser gato para andar deslizando pelas chaminés de telha. Andar por aquele mundaréu de zinco ao som de um jazz louco.

Um comentário

  1. Louise disse:

    Adorei a crônica, Rapha. Os telhados de Paris são muito poéticos, né? Toda Paris, na minha opinião. Andar pelas ruas escutando uma boa música ou apenas ouvindo o som da cidade, e olhando aquelas obras de arte a céu aberto… É apaixonante.

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