Lisboa Na Mesa: “Café Lisboa”, um jantar espetacular

  • Cardápio com o Pessoa no Bonde (a cara da cidade!)
  • Bacalhau à Brás: o preferido do chef e nossa perdição
  • Seleção de entradas, com os Nuggets do paraíso!
  • Tártaro de polvo com maionese de alho e gengibre
  • Toucinho-do-céu e sorvete de framboesa
  • Avelã, como no cantinho do Avillez
  • O interior do Café Lisboa do chef José Avillez (foto Paulo Barata 2013)

Raphaella Perlingeiro e Bruno Moreira-Leite

Para entrar no clima:

No Chiado, epicentro de cidade – e de nossas fantasias literárias lusófonas, encontramos o Café Lisboa do chef José Avillez. Um endereço clássico, mas de cozinha moderna. Não era para menos, o Café é um dos seis restaurantes que carregam a assinatura do Chef, uma sumidade em termos de gastronomia portuguesa atual.

É verdade, estar naquele endereço já era um privilégio. O famoso Teatro São Carlos, cenário ideal para um romance do Eça de Queirós. E a isso ainda podemos somar o fato de justamente em frente ao Teatro estar o prédio onde nasceu Fernando Pessoa, poeta ícone da cidade. Por isso dizemos: José Avillez não poderia ter escolhido um lugar melhor para sua nova empreitada, o Café Lisboa.

Não sabemos como ele conseguiu, mas ao entrar no Café Lisboa a gente se pega imaginando como seriam os antigos cafés lisboetas (charmosos e intimistas), ao mesmo tempo, temos a certeza de que aquilo tudo que experimentamos ali é Lisboa no que se tem de mais atual.

Basta olharmos para o menu e entendemos essa maravilhosa contradição. Pratos portugueses clássicos, mas apropriados pelo olhar e pela técnica do chef. Mal podíamos esperar para degustar.

Nós começamos com algumas entradas: Croquete de novilho com mostarda Dijon; Nugget de bacalhau com maionese de alho e cebolinha; a “Portuguesinha” (uma espécie de empada com recheio de cozido português) e o Tártaro de polvo com maionese de alho e gengibre. Todas estavam excelentes, mas o nugget foi a sensação. Estava tão perfeito e sequinho. Madredeus!

Como principal optamos pelo Bacalhau à Brás com “azeitonas explosivas” e o Pastel Lisboa com arroz de grelos. Eu fiquei apaixonada pelo bacalhau à Brás. É o prato preferido chef Avillez também e, por isso, foi aperfeiçoado até se chegar ao que chamo de perfeição.

Para encerrarmos, duas sobremesas foram escolhidas: a Avelã, como no Cantinho do Avillez e o Toucinho-do-céu com sorvete de framboesa. As duas estavam deliciosas, entretanto, Bruno a elegeu primeira como a sua preferida.

Em resumo: foi uma noite espetacular (no sentido primordial da palavra). Recomendamos o Café Lisboa a todos que desejarem conhecer um pouco sobre como Portugal está reinventando seus clássicos gastronômicos.

Ponto alto: o clima, o Nugget, o Bacalhau à Bras e a sobremesa de Avelã3.
Ponto baixo: por conta do clima não conseguimos aproveitar a esplanada (com mesas na parte exterior do Café no meio do Largo)
Curiosidades: o café mantém em exposição a “Traviata” da artista portuguesa Joana Vasconcelos. Uma peça de faiança Bordalo Pinheiro, em forma de caranguejo, recoberta com renda dos Açores.

“O trabalho da artista Joana Vasconcelos e do Chef José Avillez aproximam-se no gênio como combinam a tradição e a modernidade, a cultura popular e a cultura erudita. A Traviata sintetiza o encontro entre a criatividade artística e gastronómica, aqui originalmente encenadas no palco operático do Café Lisboa.” (texto oferecido pelo Café Lisboa)

Café Lisboa

Endereço: Largo do São Carlos, 10
Telefone: +35 1 21 342 0607
Horário: o café é um dos poucos na cidade que fica aberto todos os dias da semana de 12h-00h (fecha apenas no Natal e nos dias de apresentação durante a curta temporada de Ópera).
Reserva: recomenda-se
Custo: + ou – 25 euros por pessoa em 2015 (entrada, principal, sobremesa, vinho e café)

Esta experiência foi apoiada pelo Café Lisboa (by Avillez) em Lisboa.

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