Museu Insólito em Paris: George Sand e a Vida Romântica

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    Museu da Vida Romântica
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    Manuscritos inacabados de George Sand
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    Veja o retrato de George Sand ao fundo
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    Árvore genealógica da escritora George Sand

Um Museu Insólito em Paris

“Eu não sou uma pessoa cheia de virtudes e qualidades nobres. Eu amo. Isso é tudo. Mas eu amo fortemente, exclusivamente e firmemente.”  George Sand (ver Impromptu – filme 1991)

Cheiro de vida romântica parisiense…

Musée de La Vie Romantique

No meio do quartier (bairro) que ficou conhecido como “La Nouvelle Athènes” – a nova Atenas -, existe uma casa bucólica que pertenceu a Ary Scheffer. Esta casa foi transformada em um pequeno museu (gratuito) com um salão de chá (ele fecha no inverno) no jardim.

Ary Schaffer foi um retratista famoso do século XIX. A sua casa (hoje, o museu) era um ponto de encontro de vários intelectuais da época romântica francesa. Entre eles, a George Sand (minha preferida); Chopin e Delacroix. Eles se reuniam ali para jantar, conversar, declamar poesias e ouvir música. Em resumo: ali era um lugar dedicado ao culto das artes.

Não é interessante pensar em quantas obras foram influenciadas por esses encontros, certo?

É um museu que pode não agradar a todos, já que fala de uma parte muito específica da história da França. O bairro e a casa, contudo, recomendo tranqüilamente. A casa é um lugar pequeno, com uma pequena seleção de obras e objetos desse período romântico.

Vá sabendo: a vida romântica é uma referência ao período cultural romântico na França. Contrário ao racionalismo (Iluminismo do século XVIII), os artistas dessa época estavam mais preocupados com as questões do indivíduo (a subjetividade do eu) e assuntos como a formação dos estados nacionais.

Eu aconselharia para quem gosta de um programa insólito e cultural. Para aqueles que se interessam por literatura e por história. Para quem se permite conhecer lugares diferentes e gosta de entender sobre os modos de vida.

O museu da vida romântica não é um lugar cool, mas é certamente um endereço que pode te fazer viajar no tempo!

Recomendo: você só vai precisar se permitir arrebatar. Nada de pressa! Deixe-se estranhar naquela casa escura e entulhada. Pense: será que as pessoas viviam assim? Essa é uma boa pergunta para começar. Digo isso, porque precisei parar e ficar ali imaginando como seria a vida dos artistas naquela casa.

Casa de Chá

Tente reservar um tempo para um chá no jardim. 😉

Deve ser uma delícia se dar ao luxo de passar uma tarde ali. Se sentir no campo, mas no meio da agitada Paris. Deixar a rapidez do mundo moderno para trás e se agarrar aos nossos instintos inconsciente como àqueles franceses românticos do século XIX faziam.

George Sand, a artista

Então, você sabia que adoro histórias de mulheres fortes, sem medo de serem autoras das suas próprias vidas? Pois é, a George Sand é uma das minhas musas.

O nome George Sand foi um pseudônimo de Amandine Aurore Lucile Dupin. Ela usava este pseudônimo para ter mais aceitação no mercado literário (graças ao machismo da época). Ela foi escritora, engajada, agitadora cultural, feminista no sentido lato. Ficou muito conhecida pelos seus hábitos estranhos, como o de se vestir como homem (ela dizia que era para se divertir e por praticidade). Outra fofoca que a tornou conhecida foi a escolha dos seus amores, entre estes, o pianista Chopin. Vale a pena conhecer mais sobre ela antes de visitar o museu, já que existe muita dela por lá.

Esse filme é perfeito para despertar a curiosidade sobre a escritora. Tente assisti-lo.

Informações Práticas:

Endereço: 16, rue chaptal, Paris, 750009
Metrô: Saint-Georges – linha (muito fácil chegar ao museu a partir daí).
Áudio-guia: 5 euros (2014) em fracês, inglês (achei fundamental).
Aviso: o museu também oferece um passeio a pé pelo bairro em francês.

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