Malta: a fronteira do mediterrâneo

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    Ache Malta! ;)
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    Os balcões de Valetta

Malta: a fronteira do mediterrâneo

Agradecimentos ao Victor Villon

Malta é um país com uma história riquíssima, com uma paisagem mediterrânea sedutora e, acima de tudo, com um tempero de estranheza familiar. Quando escuta falar sobre Malta, logo as dúvidas aparecem: é um complexo de ilhas ou um país? Fala-se maltês, italiano ou inglês? Ao ver as fotos de cidades como Valetta, “uma cidade construída por cavalheiros, para cavalheiros”, você já fica intrigada.

Logo percebe que a arquitetura é algo que não se consegue muito bem definir. Tem os balcões que lembram os espanhóis, as construções de pedra lembram talvez algum lugar na Espanha… E as dúvidas crescem junto com a vontade de pegar as malas e ir.

Certamente é uma viagem para quem quer fazer algo de bem inusitado, e não é exatamente um destino exótico da moda, como a Laos ou qualquer coisa do tipo. Também não tem o apelo da fúria consumista dos outlets americanos. Mesmo assim fiquei encantada, e pensei: por que não trocar as compras ou o exótico óbvio pelo singular, pela fronteira mediterrânea?

Malta é considerado um dos menores países do mundo, formado basicamente por três ilhas ao sul da Sicília: Malta, Comino e Gozo, sendo que a primeira dá o nome ao país. A ilha de Comino pode ser considerada como desabitada e a capital se chama Valletta.

Este pais já esteve no poder dos Fenícios, dos Gregos, dos Romanos, dos Árabes, entre outros, só isso já diz muito de sua vocação como fronteira. A sua localização estratégica no mediterrâneo lhe oferece uma condição muito peculiar, pois está praticamente no meio do mediterrâneo, no limite entre sua face ocidental e o oriental, também fica entre a África e a Europa, nas margens do caminho para as Índias, entre o canal de Suez e a Europa. É justamente isso que definirá sua história, sua graça e sua força. Acima de tudo revelará sua vocação como fronteira.

Para entrar no clima!

Kit-Básico sobre a História de Malta

Várias civilizações

Malta foi um centro de civilização desde o III milênio. Ocupada pelos Fenícios (IX A.C.), pelos gregos (por volta de 736), pelos cartagineses (VI a.C.) e anexada pelos romanos durante a segunda guerra Púnica (218 a.C). São Paulo naufragou em suas costas no decorrer de sua viagem de Cesareia à Roma. Também passou pelo domínio dos Vândalos, depois pelo dos Ostrogodos. Foi reconquistada por Belizário em 533 e acabou por cair em poder dos árabes (869), que dela foram expulsos por Roger da Sicília. Malta compartilhou a partir deste memento o destino da Sicília até 1530.

A Ordem de Malta

No século XVI, Carlos V, rei da Espanha, tinha também a posse de Sicília e Malta, mas a cede a ilha aos Hospitalares de São-João de Jerusalém. Estes, a partir daí, tomaram o nome de “Cavaleiros Malta”. Ficaram conhecidos assim como a “Ordem de Malta”, já que eram os novos responsáveis pela ilha.

Nas mãos desta ordem, Malta formou um pequeno estado soberano eletivo que conduziu uma guerra ativa contra os marinheiros bárbaros, contra o oriente. O Grão-Mestre “La Valette” ofereceu ao pequeno país poderosas fortificações, o que ajudou a derrotar os turcos no célebre cerco de 1565.  Essa vitória é considerada um marco da resistência do mediterrâneo ocidental.

Ingleses em Malta

Napoleão Bonaparte apoderou-se de Malta em 11 de junho de 1798, deixando-a completamente pilhada. Mas após um cerco de dois anos, os ingleses se fizeram mestres das ilhas (setembro de 1800), a despeito do tratado de Amiens, eles se recusaram a devolvê-la para a Ordem de Malta. E pior, ainda fizeram com que o título de possessão da coroa Britânica fosse confirmada em 1814. Este é o momento em que Malta transforma-se em uma das principais bases navais margeando a rota britânica das Índias.

Ela permanecerá como tal até 1964, quando ganha independência. A partir de então continuará apenas como parte do “commonwealth”, até 1979. Desde de 1964, ela também faz parte da ONU e, em 2004, entrou para União Européia (em 2008 para a Zona do Euro).

Está se interessando por  Malta?
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Um comentário

  1. Jaysa disse:

    Adoro esses lições do Raphinadas.
    É viajar sem sair do lugar😊

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