Food Trucks Cariocas: eu te conto tudo

  • Eu te conto as minhas impressões sobre os Food Trucks Cariocas.
    Eu te conto as minhas impressões sobre os Food Trucks Cariocas.
  • Venga! Croquete de presunto por 8 reais?!
    Venga! Croquete de presunto por 8 reais?!
  • Delfina foi o caminhão que fez mais sucesso no Festival de Food Trucks no Village Mall.
    Delfina foi o caminhão que fez mais sucesso no Festival de Food Trucks no Village Mall.
  • Juçaí é bebida com textura de sorbet. Esse aqui tem certificação de orgânico.
    Juçaí é bebida com textura de sorbet. Esse aqui tem certificação de orgânico.
  • Dukese: para quem quer drinks e ceviche
    Dukese: para quem quer drinks e ceviche
  • A Brasserie Rosário fica no Centro do Rio, e essa é sua edição truck.
    A Brasserie Rosário fica no Centro do Rio, e essa é sua edição truck.

O Rio de Janeiro está ficando ótimo, cheio de eventos descolados e “cool“. O Food Truck Festival, no Village Mall – mais conhecido como shopping das madames – foi um desses eventos.  A primeira versão carioca aconteceu no Planetário da Gávea, graças ao esforço de empreendedores que estão investindo muito para tornar isso uma realidade na cidade. Oxalá, para eles!

Para escutar lendo!

Problemas

Na cidade não existe regulamentação para os food trucks circularem. Provavelmente isso vai demorar – a gente sabe muito bem o por quê. Assim, a solução encontrada foi realizar esses eventos em locais fechados, como é o caso do Planetário e do Village Mall. Veja um pouco mais sobre nessa matéria do O Globo.

Trends com História

A história dos food trucks é bem mais antiga. Começa com os carrinhos de comida no final do século XVII usados na costa oeste dos EUA (ver matéria em inglês na página da Culinary Schools). O negócio, no entanto, ganha destaque durante a recessão americana de 2007/2008, quando alguns chefs desempregados tornam o food truck uma alternativa criativa. Os caminhões passam então a ter um perfil trendy (tipo sou feio, mas tô na moda). Para arrematar, em 2008, os food trucks começam a explorar as mídias sociais para se relacionar e aumentar seu público. Foi um combo de sucesso, qualidade e vanguarda.

Food Trucks de lá

Quando estive em São Francisco acompanhei um pouco esse movimento dos food trucks. Foi divertido escolher os caminhões preferidos, acompanhar pelo twitter para saber onde estavam e, então, chegar finalmente em um,  comer aquela comidinha do paraíso, e por um preço bem mais acessível do que em uma loja fixa. Eu queria provar todos, o de creme brulée, o de falafel, o do sanduíches de carne. Em resumo: food truck é acima de tudo uma experiência gourmet.

O caso carioca

A minha impressão é de que os food trucks cariocas conseguiram preservar o lado da experiência gourmet. Também foram bem sucedidos ao dar uma roupagem cool, mas algo se perdeu no caminho.

Primeiro, porque de cara você percebe que não é um movimento espontâneo, é algo construído artificialmente para diversificar negócios que já são casos de sucesso (não todos os caminhões, mas muitos). Nada contra diversificação, mas eu, como consumidora de food trucks, quero menos caminhões como o Venga!, que já tem lojas fixas e bonitinhas e mais como o La Furgoneta, que foi criado já para ser um food truck.

Outro ponto, os food trucks cariocas, por conta da nossa configuração “cívica” (não conseguir a regulamentação etc.), se transformou num evento estático. A grande graça dos caminhões é sua capacidade de circular pela cidade, um dia no Maracanã outro em Ipanema, e, como eles não circulam, funcionam quase como um cenário para o consumidor brincar de ser cosmopolita. Não gostei disso.

A última questão é o preço. Todo mundo sabe que eu não tenho problema algum para gastar dinheiro com comida (para mim isso é investimento). No entanto, com o dinheiro que você usará para provar meia dúzia de comidinhas num festival desse, é possível sentar no Lasai e ter a refeição da sua vida. Medida é tudo, e os food trucks cariocas precisam maneirar nos preços sim!

Pontos positivos

Tenho fé de que novas versões acontecerão, e que muita coisa será mudada. Afinal, ninguém nasce pronto, certo?

Fiquei muito feliz com a presença dos caminhões trabalhando com orgânicos. O Rio precisa explorar mais esse nicho, a gente tem muita vocação para saúde , e é preciso comungar de práticas que pensam não só no gosto da comida, mas em todo o percurso dela até o consumidor. Fiquei muito feliz de ver várias opções nessa área. O caminhão da Juçaí é um ótimo exemplo. Um produto que faz lembrar o açaí, mas bem mais potente nutricionamente falando e, o melhor de tudo, com certificação de “Orgânico Brasil“. Eu conheci o juçaí pelos sucos da Greenpeople (fica a dica).

Para finalizar, é sempre bom saber que tem gente querendo implantar novidades na cidade, outras formas de pensar a gastronomia e tudo que vem atrelada a ela. Fiquei curiosa com as próximas edições e tenho muita esperança no que vem por aí.

Food Truck Festival

Local: Village Mall
Preferidos: La Furgoneta (em todas suas formas), Juçaí (pela apresentação da bebida e da fruta) e Delfina BistroTruck (pelo sanduíche de pato desfiado no pão de ciabatta com mostarda de dijon)
O que levar: a carteira com dinheiro
Valor: $$$ (exemplos: sanduíche: 27 reais e vinho: 15 reais)

2 comentários

  1. Juliana disse:

    Rapha, tive a mesma impressão que você! Eu achei tudo super bonitinho e arrumado, mas faltou um gostinho de rua, de espontaneidade, improviso! Maaas, foi um início e que venham mais movimentos! Ótimo post!

    1. Ju,
      Que bom ver você por aqui. Nossa, que alívio não ter sido a única. Obrigada pelo elogio.
      bjs
      Rapha

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