Douro is calling: presentation

  • o douro chama
    Saúde!
  • Provesende - cidade charmosa
  • o Douro Chama
    Eu feliz da vida no meio das vinícolas da Quinta do Vallado.
  • o douro chama
    Artesão preparando vaso de argila negra típica da região
  • o douro chama presstrip
    Quem participou da presstrip mais mágica do mundo ;)

Portuguese version here

Talking about the Douro is not a task for the faint hearted. In my case it involves love, happy memories and a lot of nostalgic feelings. It takes some glasses of wine, an open heart and a pinch of Miguel Torga to get inspiration. But wait… that will be next week’s post. For now we keep to the presentation of the trip itself.

“Douro is calling”

This was a presstrip that took place in September 2016 offered by AETUR, the association of turism entrepreneurs from the Douro and Trás-dos-Montes. The goal was to present the region (and its secrets) to us, a group of 14 bloggers and journalist from all over the world.

During 6 days, we jumped head first in the local history and culture. We visited cities, monuments, vineyards, the gastronomy, the people, the caring and the peace that only the Douro can offer.

#Douroiscalling# – Social Medias

All participants of this trip used the hashtags #odourochama and #douroiscalling to advertise their experiences through their point of views in real time.

I used mainly instagram and snapchat – my favorit media – but I also posted a lot in facebook and twitter. If you want to check it out, all you need to do is use the tow hashtags in the search and you should get it all (except for the snapchat material, which lasts only for 24 hours).

Nothing warmed my heart more than seeing how many people were falling in love with the Douro with me and asking me to give my impressions a.s.a.p. This is the greatest incentive to create something lasting and of quality. Thanks everybody!

Raphinadas in the Douro

I told you already that in Portugal I feel like being in my grandmother’s home, right?

So, considering this metaphor, the Douro would be that closet were we know granny keeps all the best sweets and treats. We dream about the moment, count the days and hours until it comes and, when it finally arrives, it is even better than we expected. It is just love in excess that we have before us.

As you can well see the Douro is personal to me and I feel a great responsibility of sharing what I experienced in this trip with extra effort. That is why I will show in the next sequence of posts what has left a bigger impression on me. My idea is that you have a good grasp on how the Douro may be a unique travel destination.

If you want more information, tips and even to start planning an actual trip, keep in mind that you can always reach me here.

My post about the Douro

Quinta da Casa Amarela: um poema em forma de vinícola

My travel companions

Yes! Many bloggers and journalists were there, but we had our small circle within the group 😉 – The Brazilian Bloggers Team!

It was a priviledge being with them in this trip. I am such a beginner and yet I was there with those three superstars! I’ ve never learned so much in such a short time. I will add their work about the Douro here as well!

Rita Branco – “O Porto Encanta” – It was through her that came my invitation for this trip. She saw my work and gave me the vote of confidence. Amem! (and what a responsibility!) Legend says she is from São Paulo, but Rita is from Porto and the city belongs to her. That’s a fact! If you want to fall in love with the north of Portugal there is no better guide. P.S. She is one of the most captivating snapchatters I follow. She made her way through the Route of Santiago de Compostela starting in Portugal.

– Os Encantos do Douro. Muito mais do que um rio.

– Do Porto para o Museu do Douro

– Do Porto para o Douro… na Quinta da Casa Amarela. Bons Vinhos, com Charme.

Helô Righetto – “Aprendiz de Viajante” – How can I describe Helô!? She’s my dearest, a designer, published writer (Guia de Londres para Iniciantes/ A beginners guide to London), active feminist (Conexão Feminista), full of suprises and life. You can follow her trips in the Aprendiz de Viajantes and learn a little bit more about her through her personal blog (Mi Bloguitto).

P.S. She is colaborating with me in the Coletivo Tropical iniciative! 😉

– Vale do Douro além dos Vinhedos: 5 lugares para visitar

– Dois Hotéis Incríveis no Vale do Douro

– Quinta do Vallado e Quinta da Casa Amarela

– Vale do Douro: 5 experiências incríveis e inesquecíveis

Martinha Andersen – “Viajoteca” – I’ve been following the Viajoteca for a good while now and her posts were always special to me. Martinha has the superpower of giving lightness to everything and of knowing exactly when we need her (how does she do it?). She lives in Paris since 2006 and knows all about tech, apps, cameras… to sum it up, she is the queen of gadgets.

P.S. She has the best laugh in the Universe!

– O Douro Chama – 11 razões para visitar o Douro em Portugal

– 9 Programas Imperdíveis no Vale do Douro

– 3 Hotéis no Vale do Douro em Portugal (para se apaixonar)

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Quinta da Casa Amarela: um poema em forma de vinícola

  • Quinta da Casa Amarela
  • Quinta da Casa Amarela
    O caminho para a felicidade.
  • O paraíso é aqui!
  • Quinta da Casa Amarela
    Senhor Gil Regueiro, o poeta.
  • Quinta da Casa Amarela
    Eu bebendo da fonte ;)
  • Quinta da Casa Amarela
    Dona Laura e as blogueiras brasileiras

A Quinta da Casa Amarela

Você está pensando em ir para Portugal? Todos têm falado tanto de lá, certo? Aí pensou, e por que não explorar o norte do país. “Dizem que a região vinícola de lá é um paraíso!”

Para entrar no clima!

Sim, eu te digo, é tudo verdade! O Douro é um paraíso.

E ali, numa das curvas do rio, entre o Peso da Régua e Lamego, nós fomos apresentados a Quinta da Casa Amarela.

Como o tempo em viagem é sempre curto, e não se pode visitar todas as propriedades – apesar de que pretendo e tenho esperança de fazer isso um dia –, preciso dizer a vocês: visitem esta Quinta em especial!

É interessante escolher vinícolas diferentes. Uma grande, uma pequena. Uma que produza vinhos verdes e outra, vinhos do porto. Por aí vamos (entende o porquê de querer conhecer todas?).

A graça da Casa Amarela, contudo, supera este tipo de preocupação. Conhecê-la é um capítulo à parte. Na verdade um verso, um poema à parte.

Um caminho de pedra com moldura de plantas encaminha quem chega nela. Vai-se andando, respirando com mais vida, até que a paisagem se abre em forma de casa.

A mais charmosa que já vi!

Tem gente que se emociona com praias. Pois bem, eu me emociono com casas. As paredes cobertas de plantas, um cheiro de flor e de algum tempero indefinido. Cheiro de poesia e vinhos, na verdade. O efeito é imediato, todos alegres e maravilhados.

E, como se não bastasse toda aquela beleza, logo o senhor Gil Regueiro e a Dona Laura chegam para nos receber. Eles são os poetas que atualmente dão vida à Quinta. Ela é pura vitalidade e charme. Ele, delicadeza – no sentindo mais profundo e maravilhoso que essa palavra pode ter.

Bom, neste momento talvez pense: quando estiver visitando a vinícola provavelmente eles não estarão lá. Certo? E eu te respondo: não, porque eles estarão. Eles são a Quinta.

O filho deles é a Quinta. E a/os filhas/os do filho serão a Quinta. Por isso, fiquem tranquilos. Eles estarão lá, em cada detalhe. Nos vinhos que repousam em barris de madeira ao som de música clássica, no jeito como cada etapa do processo do vinho é cuidada. Essa não é apenas uma vinícola charmosa e pequena. Essa é uma vinícola autoral. Um poema sendo escrito há um bom tempo, desde 1885.

Vá e beba alguns versos. Experiência como essa só o Douro pode te oferecer. Garanto! 

Informações Práticas

Quinta da Casa Amarela

Agende uma visitaquinta@quinta-casa-amarela.com
Quando ir: qualquer época
Como chegar: Gps. 41º 08′ 22” N / 7º 48′ 03.4”W
Quanto custa: o preço das garrafas que você certamente levará
Como chegar: o ideal é ir de carro. Caso não queira ir de carro, entre em contato comigo aqui e pensamos juntos em outras soluções.

Mais olhares viajantes sobre o tema…

O Porto Encanta – Do Porto para o Douro… na Quinta da Casa Amarela. Bons vinhos, com charme.
Aprendiz de Viajante – Quinta do Vallado e Quinta da Casa Amarela

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O Douro Chama: a apresentação

  • o douro chama
    Um barquinho no meio do "excesso de natureza" do Douro...
  • o douro chama presstrip
    Quem participou da presstrip mais mágica do mundo ;)
  • o douro chama
    As blogueiras brasileiras - já deu saudades
  • o douro chama
    Marta Marques e Monica Nogueira - as nossas guias queridas
  • o douro chama
    Artesão preparando vaso de argila negra típica da região
  • Mosteiro de São João de Tarouca - uma das visitas que mais me encantou
  • Gil Regueiro da Quinta da Casa Amarela - uma vinícola que faz poesia em forma de vinho
  • o Douro Chama
    Eu feliz da vida no meio das vinícolas da Quinta do Vallado.
  • Provesende - cidade charmosa
  • o douro chama
    Saúde!

Falar sobre o Douro é uma tarefa para corações fortes. No meu caso envolve amor, lembranças felizes e muitas saudades. É necessário algumas taças de vinho, um coração aberto e um pouco de Miguel Torga para inspirar. Mas aguardem, este será o post da próxima semana. Por hora, vamos ficar com a apresentação da viagem em si.

Para entrar no clima…

1) “O Douro Chama”  

Foi uma presstrip que aconteceu em setembro de 2016 oferecida pela AETUR, a associação de empresários turísticos do Douro e Trás-os-Montes. O objetivo foi apresentar a região (e seus segredos) para nós, um grupo de 14 blogueiros e jornalistas do mundo todo.

Durantes 6 dias, mergulhamos intensamente na cultura e história locais. Conhecemos cidades, monumentos, vinícolas, a gastronomia, as pessoas, o “carinho” e a paz que só o Douro consegue oferecer.

2) #ODouroChama – Mídias Sociais

Todo mundo que participou da viagem usou as hashtags #odourochama e #douroiscalling para divulgar “in real time” as experiências segundo seu ponto de vista.

Eu usei principalmente o instagram e o snapchat – a minha mídia favorita –, mas também fiz bastante postagens via facebook e twitter. Se vocês quiserem dar uma olhada, basta usar essas duas hashtags, no item pesquisa, e poderão acompanhar tudo (com exceção do snapchat que só dura 24h).

Nada me emocionou mais do que ver a quantidade de gente se apaixonando pelo Douro junto comigo e me pedindo para disponibilizar as minhas impressões o mais rápido possível. Esse é o maior incentivo para fazer algo que realmente fique e tenha qualidade. Obrigada!

3) Raphinadas no Douro

Eu já disse para vocês que em Portugal me sinto como na casa da minha avó, certo?

Então, seguindo essa metáfora, o Douro seria aquele armário onde sabemos que nossas avós guardam os seus melhores segredos e doçuras. A gente sonha, conta os dias e horas para esse momento chegar, e quando ele chega, na verdade, é muito melhor. É um excesso de amor que temos na nossa frente.

Como vocês podem ver, o Douro para mim é pessoal, mas também sinto uma responsabilidade enorme em compartilhar com qualidade o que experimentei nessa viagem. Por isso, o que farei nesta sequência de posts é mostrar uma seleção do que mais me marcou. A minha intenção é que vocês tenham um bom apanhando do quanto o Douro pode ser um destino único na vida de vocês.

Se quiserem mais informações, dicas e até começar a planejar a sua viagem, lembrem-se que sempre podem entrar em contato comigo por aqui.

4) Meus posts sobre o Douro

Quinta da Casa Amarela: um poema em forma de vinícola

5) Minhas Companheiras de Viagem

Sim, foram muitos blogueiros e jornalistas, mas nós tínhamos nosso pequeno grupo dentro do grupo ;). O time das blogueiras brasileiras! foi um privilégio estar com elas nessa viagem. Eu que sou tão iniciante, na companhia dessas três mulheres super feras! Nunca aprendi, tanto em tão pouco tempo. Vou adicionando o trabalho delas sobre o Douro aqui também.

Rita Branco do “O Porto Encanta – foi através da Rita que fui chamada para está viagem. Isso significa que foi ela quem viu meu trabalho e me deu esse crédito de confiança. Amém! (e que responsabilidade!) Diz a lenda que ela é de São Paulo, mas a Rita é do Porto e o Porto é dela também. Fato! Se quiser se apaixonar pelo Norte de Portugal não tem ninguém melhor para você acompanhar. Ps.: uma das snapchatters mais cativantes que acompanho. Ela fez o Caminho de Santiago a partir de Portugal.

– Os Encantos do Douro. Muito mais do que um rio.

– Do Porto para o Museu do Douro

Do Porto para o Douro… na Quinta da Casa Amarela. Bons Vinhos, com Charme.

Helô Righetto do “Aprendiz de Viajante – como descrever a Helô, gente!? Ela é minha mais querida, designer, autora (Guia de Londres), feminista de carterinha (Conexão Feminista), cheia de curiosidades e vida. Vocês podem acompanhar as viagens dela no Aprendiz de Viajantes e conhecer um pouco mais dela através do seu blog pessoal (Mi Bloguito). Ps.: ela é colaboradora no Coletivo Tropical junto comigo 😉

– Vale do Douro além dos Vinhedos: 5 lugares para visitar

– Dois Hotéis Incríveis no Vale do Douro

Quinta do Vallado e Quinta da Casa Amarela

Vale do Douro: 5 experiências incríveis e inesquecíveis

Martinha Andersen do “Viajoteca – eu já leio o Viajoteca faz tanto tempo, e os posts da Martinha sempre foram especiais para mim. A Martinha tem o superpoder de dar leveza a tudo e um alerta interno para saber quando precisamos da companhia dela (como ela faz isso?). Mora em Paris desde 2006, entende tudo de tecnologia, apps, câmeras, em resumo: é a rainha dos gadgets. Ps.: a melhor risada do universo.

– O Douro Chama – 11 razões para visitar o Douro em Portugal

– 9 Programas Imperdíveis no Vale do Douro

3 Hotéis no Vale do Douro em Portugal (para se apaixonar)

6) Post dos outros Blogueiros e Jornalistas

Yarden Lewin do “Go Travel – Israel

– The Secret of Douro Valley

Agora é só me acompanhar porque as próximas semanas serão dedicadas a falar sobre essa viagem e lugar inesquecível!

Abraços viajantes.

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Como Visitar o Hôtel de Ville em Paris

  • Hotel de Ville em Paris
    Hôtel de Ville (exterior) Foto: Raphaella Perlingeiro
  • Foto: "O Beijo no Hôtel de Ville" de Robert Doisneau
  • Hotel de Ville em Paris
    Salle des Fêtes - Hôtel de Ville (interior) Foto: Raphaella Perlingeiro

Hôtel de Ville em Paris

Ponto alto: Salle des fêtes
Ponto baixo: a dificuldade para se inscrever
Categoria pessoal: visitas inesquecíveis
Para entrar no clima: Jean Baptiste Lully – L’Orchestre du Roi Soleil

Tenho a impressão de que 90% dos turistas que vão a Paris apenas passam na frente do Hôtel de Ville – só isso já vale a viagem, diga-se de passagem. Mas por que não tentar visitá-lo por dentro?

Além de ser referência de onde casais, ano após anos, vão fazer suas versões fotográficas da famosa foto de Robert Doisneau: “O Beijo do Hôtel de Ville” (pagando aquele mico que dá toda graça e boas lembranças a viagem), o Hôtel de Ville é o nome que os franceses dão para o edifício sede da prefeitura da cidade.

Depois do incêndio de 1871, durante a Comuna de Paris, o prédio foi reconstruído mantendo a fachada original iniciada do reinado de Francisco I, mas com o interior modificado à moda luxuosa e ostentosa do século XIX.

Normalmente não é possível conhecer o interior do edifício, mas eu tenho uns segredinhos para te contar!

Se você estiver indo a Paris pela segunda vez, ou até se nunca foi, mas quer fazer algo diferente do clássico, que tal tentar uma visita guiada para conhecer o interior da câmara municipal da cidade: o Hôtel de Ville?

Eu fui e achei incrível!

Nós éramos três: uma falava um francês perfeito, tinha eu, que dou uma enrolada, e a terceira que na época só sabia dizer merci. Três níveis de compreensão da língua e todas aproveitaram a visita. Por isso repito, ainda que você não compreenda a língua: vá!

Não tenha medo do desafio! Nós encaramos como uma oportunidade de imersão linguística e foi um deleite. Mesmo sem entender tudo que a guia explicou, aproveitamos a oportunidade de conhecer a arquitetura do local por um outro ângulo. Depois foi só juntar os pontos, ler algumas informações sobre o local “et voilà!

Para acostumar o ouvido e dar vontade de visitar 😉

Informações úteis:

1) Essas visitas acontecem semanalmente, somente no verão (mas sempre vale perguntar, eu fui em novembro). São grupos de 30 pessoas e é preciso fazer uma inscrição prévia.

2) Você deve se dirigir ao 29, Rue de Rivoli (é a lateral do Hôtel). Lá você encontra um lobby cheio de informações sobre o Hôtel e programas interessantes.  Pode pedir informações lá que eles são bem simpáticos.

3) Pergunte sobre a visita guiada privada, eles vão pedir seu nome, fazer sua inscrição e dar as informações sobre hora e local de entrada.

4) Pronto! É só voltar no dia marcado, e não atrasar, porque eles não esperam (geralmente, é na 5, Rue Lobau, a parte de trás do Hôtel).

Visite sabendo…

– A praça na frente do prédio do Hôtel já era usada desde a Idade Média como local de encontro para execuções públicas, celebrações, rebeliões e as famosas greves. Era chamada Place de Grève, daí o nome “greve”.

– O Palácio foi palco de eventos fundamentais na história da França. Robespierre ironicamente encarcerado com um tiro na mandíbula, aguardando sua própria execução. A proclamação da Terceira República. O famoso discurso de Jacque Chirac. Tudo ocorreu lá.

– Antes de se tornar um palácio luxuoso durante o reinado de Francisco I, o Hôtel de Ville era apenas uma espécie de porto fluvial com a Maison dês Piliers (Casa dos Pilares) comprada por Étienne Marcel, chefe da municipalidade (preboste) de Paris no reinado de João, o bom, lá pelos idos do século XIV.

Para saber mais:

A Vanessa Crouzet do blog “Desvendando Paris” também escreveu um post sobre o Hôtel de Ville qua vale a pena a leitura! Veja aqui.

Drinks, Salsa e… Carmen Miranda?!

  • The Copacabana circa 1950 / © Photofest (Papermag.com)
    Foto from Paper Mag | The Copacabana circa 1950 / © Photofest

Drinks, Salsa e… Carmen Miranda

Estava eu aqui pensando em quantas possibilidades Nova York oferece em termos de programas noturnos memoráveis para quem a visita. Podemos ir da Ópera ao programa mais cool numa mesma noite.

Então, se você gosta de ir de um extremo a outro, tenho uma ótima sugestão. Drinks em um lugar que é a cara da NYC hipster, seguido por um noitada com um quê de insólito. Que tal?

Salsa em NYC

Nova York possui um dos maiores números de professores de salsa por metro quadrado do Estados Unidos e, se bobear, do mundo (mais isso é só palpite). Lá, as aulas são pagas por hora, ou seja, se quiser pode até dar uma treinada antes (veja este site. As aulas custam $20).

O resultado dessa concentração de amantes da dança é um calendário repleto de oportunidades para a gente se arriscar e dançar. Por quê não?

Minha receita para uma noite memorável em Nova York:

1. Drinks no Schiller’s

Uma noite memorável nova iorquina tem que começar com drinks. E por que não no LES, mais especificamente no Schiller’s. Paredes de azulejo branco, bancos de madeira e um balcão repleto de garrafas. That’s the mood!

Aconselho ficar no balcão – assim o aquecimento fica mais especial. Pedimos drinks ( “The blind lady“, se estivermos no verão, ou talvez um “Daiquiri”, para sermos tradicionais), um pouco de conversa e vamos para o táxi! É hora da Salsa!

2. Salsa no The Copa

Estamos em NYC, onde são várias as opções de noitadas. Mas já que estamos a caráter (está imaginando?), e os dias são sempre poucos quando viajamos, a melhor opção é ficar com o clássico dos clássicos.

O Copacabana, conhecido como “The Copa“, existe desde 1940 (veja a foto na galeria). Ele mudou de endereço algumas vezes e continua sendo referência na cidade. O lugar é enorme! Tem dois ambientes, um deles sempre com música latina e salsa. Já foi locação de filmes (Tootsie, Goodfellas) e é cheio de personalidade – por personalidade quero dizer néons e colunas em forma de coqueiros.

Para mim, o Copa tem um ar nostálgico festivo. Talvez não seja um hotspot, no entanto resistir em Nova York é tarefa para poucos. É preciso ter algo de especial, mesmo que sejam coqueiros bizarros. 😉

Se quiser, essa será uma noite única na sua vida. Basta se entregar ao ritmo da salsa!

Mas… e a Carmen Miranda, Rapha?

Bom, ela é a cara do Copa. Literalmente. Foi a inspiração para a marca do lugar.

carmem miranda

Fato é que a Carmen Miranda, junto com Groucho Marx, estrelou um filme com o nome do nightclub em 1947 (o clube já existia há 7 anos e era um ícone). Podemos dizer que ela acabou se tornando uma espécie de musa inspiradora para essa latinidade inventada à moda americana e hollywoodiana. Uma latinidade tão distante da nossa realidade, mas tão encantadora se vivida apenas por uma noite.

Kit-Salvação

Para a Salsa

Dois conselhos são necessários. Primeiro é saber que a noite de salsa costuma começar a partir 22h e, para animar, só a partir das 23h. O segundo conselho é: priorizar sextas, sábados e Domingos. Em todos os sites e revistas que pesquisei, essa é uma unanimidade. São os dias mais animados.

Para saber a programação mais interessante durante sua viagem, visite o site Mambo Events Calendar (o calendário tem letras pequena, é um pouco confuso, mas vale conferir).

Copacabana
Endereço: 268 West 47th Street com 8th Avenue (Times Square).
Roupas: nada de jeans, tênis (pense: “como minha ídola Carmen Miranda iria se vestir no The Copa?“)

Para os Drinks

O Shiller’s é um ótimo lugar para começar a noite. É só para aquecer. Pede-se uma comidinha, o ambiente tem jeito de NYC na sua melhor forma e os drinks são ótimos (fique de olho nos sazonais). O lema deles é “barato, bom e decente” (mas no item barato eu daria um desconto, pois é barato só para NYC). Ele não fica perto do Copa, mas NYC é assim, a gente pega um metrô ou táxi e rapidinho (ao menos de noite costuma ser mais fácil) chega-se onde quer.

Shiller’s Liquor Bar

Endereço: 131, Rivington Street
Telefone: 212 260 4555
Reservas: podem ser feitas com até 30 dias de antecedência por aqui.

Comédie-Française: a companhia de teatro mais tradicional de Paris

  • Hall de entrada da Comédie-Française: para babar!
  • Cúpula da Comédie-Française.

Comédie-Française

Esta é a companhia de teatro mais importante da França, e para um ator ter a chancela desta é algo indiscutivelmente extraordinário. Por exemplo, quando estava assistindo o filme do Yves Saint Laurent, nos créditos, os nomes dos atores vinham com a credencial: fulano de tal “de la Comédie-Française” (foi aí que tive dimensão da importância da companhia).

Este é um trecho de uma reportagem sobre a companhia. As primeiras cenas mostram a fachada e o interior do teatro (está em francês, mas fica a referência pelas imagens).

Outra particularidade, um ator da Comédie-Française não faz apenas parte de uma Companhia, ele é um funcionário estatal – já que a companhia pertence à França. Isso significa não apenas que ele é um ator com estabilidade financeira, mas que ele é um representante desse Estado, que por sua vez tem uma tradição política entrelaçada ao estímulo às artes.

A companhia foi criada em 1680, sob um decreto de Luís XIV, que juntava duas companhias de teatro sob o braço do Estado. E ela é, até hoje, uma das grandes responsáveis e representante da excelência francesa no cenário cultural internacional.

São três os teatros da Companhia: Richelieu, Des Vieux-Colombier e Studio-Théâtre. O mais tradicional – e interessante para nós que estamos em Paris de passagem – é o Richelieu. A Comédie só apresenta peças clássicas, afinal de contas sua proposta é a manutenção da tradição teatral no país. Contudo, existem apresentação de algumas peças clássicas estrangeiras. A força da Comédie-Française, contudo, está nas peças dos grandes autores franceses, o que significa: Molière, Racine e Corneille.

E você me pergunta: o que vou fazer em um lugar que não entenderei nada?

Eu te digo: vá a Comédie se quiser ver a França por um olha diferente do óbvio. Se gostar de mergulhos culturais.

Como se preparar?

Você pode ler um pouco sobre a peça que irá assistir, ou pegar uma edição em português para ler antes (adoro ler peças. Elas são rápidas e dinâmicas). O objetivo não é entender tudo. Ir à Comédie pode ser uma experiência de estranhamento, mas também uma oportunidade para se desafiar e mergulhar na cultura francesa.

Comédie-Française

Calendário de peças: aqui (preste atenção para escolher a sala Richelieu. A mais clássica e linda!)

Malta: a fronteira do mediterrâneo

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    Malta: a fronteira do mediterrâneo
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    Ache Malta! ;)
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    Os balcões de Valetta

Malta: a fronteira do mediterrâneo

Agradecimentos ao Victor Villon

Malta é um país com uma história riquíssima, com uma paisagem mediterrânea sedutora e, acima de tudo, com um tempero de estranheza familiar. Quando escuta falar sobre Malta, logo as dúvidas aparecem: é um complexo de ilhas ou um país? Fala-se maltês, italiano ou inglês? Ao ver as fotos de cidades como Valetta, “uma cidade construída por cavalheiros, para cavalheiros”, você já fica intrigada.

Logo percebe que a arquitetura é algo que não se consegue muito bem definir. Tem os balcões que lembram os espanhóis, as construções de pedra lembram talvez algum lugar na Espanha… E as dúvidas crescem junto com a vontade de pegar as malas e ir.

Certamente é uma viagem para quem quer fazer algo de bem inusitado, e não é exatamente um destino exótico da moda, como a Laos ou qualquer coisa do tipo. Também não tem o apelo da fúria consumista dos outlets americanos. Mesmo assim fiquei encantada, e pensei: por que não trocar as compras ou o exótico óbvio pelo singular, pela fronteira mediterrânea?

Malta é considerado um dos menores países do mundo, formado basicamente por três ilhas ao sul da Sicília: Malta, Comino e Gozo, sendo que a primeira dá o nome ao país. A ilha de Comino pode ser considerada como desabitada e a capital se chama Valletta.

Este pais já esteve no poder dos Fenícios, dos Gregos, dos Romanos, dos Árabes, entre outros, só isso já diz muito de sua vocação como fronteira. A sua localização estratégica no mediterrâneo lhe oferece uma condição muito peculiar, pois está praticamente no meio do mediterrâneo, no limite entre sua face ocidental e o oriental, também fica entre a África e a Europa, nas margens do caminho para as Índias, entre o canal de Suez e a Europa. É justamente isso que definirá sua história, sua graça e sua força. Acima de tudo revelará sua vocação como fronteira.

Para entrar no clima!

Kit-Básico sobre a História de Malta

Várias civilizações

Malta foi um centro de civilização desde o III milênio. Ocupada pelos Fenícios (IX A.C.), pelos gregos (por volta de 736), pelos cartagineses (VI a.C.) e anexada pelos romanos durante a segunda guerra Púnica (218 a.C). São Paulo naufragou em suas costas no decorrer de sua viagem de Cesareia à Roma. Também passou pelo domínio dos Vândalos, depois pelo dos Ostrogodos. Foi reconquistada por Belizário em 533 e acabou por cair em poder dos árabes (869), que dela foram expulsos por Roger da Sicília. Malta compartilhou a partir deste memento o destino da Sicília até 1530.

A Ordem de Malta

No século XVI, Carlos V, rei da Espanha, tinha também a posse de Sicília e Malta, mas a cede a ilha aos Hospitalares de São-João de Jerusalém. Estes, a partir daí, tomaram o nome de “Cavaleiros Malta”. Ficaram conhecidos assim como a “Ordem de Malta”, já que eram os novos responsáveis pela ilha.

Nas mãos desta ordem, Malta formou um pequeno estado soberano eletivo que conduziu uma guerra ativa contra os marinheiros bárbaros, contra o oriente. O Grão-Mestre “La Valette” ofereceu ao pequeno país poderosas fortificações, o que ajudou a derrotar os turcos no célebre cerco de 1565.  Essa vitória é considerada um marco da resistência do mediterrâneo ocidental.

Ingleses em Malta

Napoleão Bonaparte apoderou-se de Malta em 11 de junho de 1798, deixando-a completamente pilhada. Mas após um cerco de dois anos, os ingleses se fizeram mestres das ilhas (setembro de 1800), a despeito do tratado de Amiens, eles se recusaram a devolvê-la para a Ordem de Malta. E pior, ainda fizeram com que o título de possessão da coroa Britânica fosse confirmada em 1814. Este é o momento em que Malta transforma-se em uma das principais bases navais margeando a rota britânica das Índias.

Ela permanecerá como tal até 1964, quando ganha independência. A partir de então continuará apenas como parte do “commonwealth”, até 1979. Desde de 1964, ela também faz parte da ONU e, em 2004, entrou para União Européia (em 2008 para a Zona do Euro).

Está se interessando por  Malta?
Eu garanto que este é um destino fascinante! Quer ajuda para montar um roteiro personalizado com detalhes de deslocamentos, dicas de programas que tem a ver com as sua expectativas e o seu jeito de ser? Me manda um e-mail (clique aqui) para a gente conversar.Vai ser lindo planejar essa viagem com você! 😉