Quinta da Casa Amarela: um poema em forma de vinícola

  • Quinta da Casa Amarela
  • Quinta da Casa Amarela
    O caminho para a felicidade.
  • O paraíso é aqui!
  • Quinta da Casa Amarela
    Senhor Gil Regueiro, o poeta.
  • Quinta da Casa Amarela
    Eu bebendo da fonte ;)
  • Quinta da Casa Amarela
    Dona Laura e as blogueiras brasileiras

A Quinta da Casa Amarela

Você está pensando em ir para Portugal? Todos têm falado tanto de lá, certo? Aí pensou, e por que não explorar o norte do país. “Dizem que a região vinícola de lá é um paraíso!”

Para entrar no clima!

Sim, eu te digo, é tudo verdade! O Douro é um paraíso.

E ali, numa das curvas do rio, entre o Peso da Régua e Lamego, nós fomos apresentados a Quinta da Casa Amarela.

Como o tempo em viagem é sempre curto, e não se pode visitar todas as propriedades – apesar de que pretendo e tenho esperança de fazer isso um dia –, preciso dizer a vocês: visitem esta Quinta em especial!

É interessante escolher vinícolas diferentes. Uma grande, uma pequena. Uma que produza vinhos verdes e outra, vinhos do porto. Por aí vamos (entende o porquê de querer conhecer todas?).

A graça da Casa Amarela, contudo, supera este tipo de preocupação. Conhecê-la é um capítulo à parte. Na verdade um verso, um poema à parte.

Um caminho de pedra com moldura de plantas encaminha quem chega nela. Vai-se andando, respirando com mais vida, até que a paisagem se abre em forma de casa.

A mais charmosa que já vi!

Tem gente que se emociona com praias. Pois bem, eu me emociono com casas. As paredes cobertas de plantas, um cheiro de flor e de algum tempero indefinido. Cheiro de poesia e vinhos, na verdade. O efeito é imediato, todos alegres e maravilhados.

E, como se não bastasse toda aquela beleza, logo o senhor Gil Regueiro e a Dona Laura chegam para nos receber. Eles são os poetas que atualmente dão vida à Quinta. Ela é pura vitalidade e charme. Ele, delicadeza – no sentindo mais profundo e maravilhoso que essa palavra pode ter.

Bom, neste momento talvez pense: quando estiver visitando a vinícola provavelmente eles não estarão lá. Certo? E eu te respondo: não, porque eles estarão. Eles são a Quinta.

O filho deles é a Quinta. E a/os filhas/os do filho serão a Quinta. Por isso, fiquem tranquilos. Eles estarão lá, em cada detalhe. Nos vinhos que repousam em barris de madeira ao som de música clássica, no jeito como cada etapa do processo do vinho é cuidada. Essa não é apenas uma vinícola charmosa e pequena. Essa é uma vinícola autoral. Um poema sendo escrito há um bom tempo, desde 1885.

Vá e beba alguns versos. Experiência como essa só o Douro pode te oferecer. Garanto! 

Informações Práticas

Quinta da Casa Amarela

Agende uma visitaquinta@quinta-casa-amarela.com
Quando ir: qualquer época
Como chegar: Gps. 41º 08′ 22” N / 7º 48′ 03.4”W
Quanto custa: o preço das garrafas que você certamente levará
Como chegar: o ideal é ir de carro. Caso não queira ir de carro, entre em contato comigo aqui e pensamos juntos em outras soluções.

Mais olhares viajantes sobre o tema…

O Porto Encanta – Do Porto para o Douro… na Quinta da Casa Amarela. Bons vinhos, com charme.
Aprendiz de Viajante – Quinta do Vallado e Quinta da Casa Amarela

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O Douro Chama: a apresentação

  • o douro chama
    Um barquinho no meio do "excesso de natureza" do Douro...
  • o douro chama presstrip
    Quem participou da presstrip mais mágica do mundo ;)
  • o douro chama
    As blogueiras brasileiras - já deu saudades
  • o douro chama
    Marta Marques e Monica Nogueira - as nossas guias queridas
  • o douro chama
    Artesão preparando vaso de argila negra típica da região
  • Mosteiro de São João de Tarouca - uma das visitas que mais me encantou
  • Gil Regueiro da Quinta da Casa Amarela - uma vinícola que faz poesia em forma de vinho
  • o Douro Chama
    Eu feliz da vida no meio das vinícolas da Quinta do Vallado.
  • Provesende - cidade charmosa
  • o douro chama
    Saúde!

Falar sobre o Douro é uma tarefa para corações fortes. No meu caso envolve amor, lembranças felizes e muitas saudades. É necessário algumas taças de vinho, um coração aberto e um pouco de Miguel Torga para inspirar. Mas aguardem, este será o post da próxima semana. Por hora, vamos ficar com a apresentação da viagem em si.

Para entrar no clima…

1) “O Douro Chama”  

Foi uma presstrip que aconteceu em setembro de 2016 oferecida pela AETUR, a associação de empresários turísticos do Douro e Trás-os-Montes. O objetivo foi apresentar a região (e seus segredos) para nós, um grupo de 14 blogueiros e jornalistas do mundo todo.

Durantes 6 dias, mergulhamos intensamente na cultura e história locais. Conhecemos cidades, monumentos, vinícolas, a gastronomia, as pessoas, o “carinho” e a paz que só o Douro consegue oferecer.

2) #ODouroChama – Mídias Sociais

Todo mundo que participou da viagem usou as hashtags #odourochama e #douroiscalling para divulgar “in real time” as experiências segundo seu ponto de vista.

Eu usei principalmente o instagram e o snapchat – a minha mídia favorita –, mas também fiz bastante postagens via facebook e twitter. Se vocês quiserem dar uma olhada, basta usar essas duas hashtags, no item pesquisa, e poderão acompanhar tudo (com exceção do snapchat que só dura 24h).

Nada me emocionou mais do que ver a quantidade de gente se apaixonando pelo Douro junto comigo e me pedindo para disponibilizar as minhas impressões o mais rápido possível. Esse é o maior incentivo para fazer algo que realmente fique e tenha qualidade. Obrigada!

3) Raphinadas no Douro

Eu já disse para vocês que em Portugal me sinto como na casa da minha avó, certo?

Então, seguindo essa metáfora, o Douro seria aquele armário onde sabemos que nossas avós guardam os seus melhores segredos e doçuras. A gente sonha, conta os dias e horas para esse momento chegar, e quando ele chega, na verdade, é muito melhor. É um excesso de amor que temos na nossa frente.

Como vocês podem ver, o Douro para mim é pessoal, mas também sinto uma responsabilidade enorme em compartilhar com qualidade o que experimentei nessa viagem. Por isso, o que farei nesta sequência de posts é mostrar uma seleção do que mais me marcou. A minha intenção é que vocês tenham um bom apanhando do quanto o Douro pode ser um destino único na vida de vocês.

Se quiserem mais informações, dicas e até começar a planejar a sua viagem, lembrem-se que sempre podem entrar em contato comigo por aqui.

4) Meus posts sobre o Douro

Quinta da Casa Amarela: um poema em forma de vinícola

5) Minhas Companheiras de Viagem

Sim, foram muitos blogueiros e jornalistas, mas nós tínhamos nosso pequeno grupo dentro do grupo ;). O time das blogueiras brasileiras! foi um privilégio estar com elas nessa viagem. Eu que sou tão iniciante, na companhia dessas três mulheres super feras! Nunca aprendi, tanto em tão pouco tempo. Vou adicionando o trabalho delas sobre o Douro aqui também.

Rita Branco do “O Porto Encanta – foi através da Rita que fui chamada para está viagem. Isso significa que foi ela quem viu meu trabalho e me deu esse crédito de confiança. Amém! (e que responsabilidade!) Diz a lenda que ela é de São Paulo, mas a Rita é do Porto e o Porto é dela também. Fato! Se quiser se apaixonar pelo Norte de Portugal não tem ninguém melhor para você acompanhar. Ps.: uma das snapchatters mais cativantes que acompanho. Ela fez o Caminho de Santiago a partir de Portugal.

– Os Encantos do Douro. Muito mais do que um rio.

– Do Porto para o Museu do Douro

Do Porto para o Douro… na Quinta da Casa Amarela. Bons Vinhos, com Charme.

Helô Righetto do “Aprendiz de Viajante – como descrever a Helô, gente!? Ela é minha mais querida, designer, autora (Guia de Londres), feminista de carterinha (Conexão Feminista), cheia de curiosidades e vida. Vocês podem acompanhar as viagens dela no Aprendiz de Viajantes e conhecer um pouco mais dela através do seu blog pessoal (Mi Bloguito). Ps.: ela é colaboradora no Coletivo Tropical junto comigo 😉

– Vale do Douro além dos Vinhedos: 5 lugares para visitar

– Dois Hotéis Incríveis no Vale do Douro

Quinta do Vallado e Quinta da Casa Amarela

Vale do Douro: 5 experiências incríveis e inesquecíveis

Martinha Andersen do “Viajoteca – eu já leio o Viajoteca faz tanto tempo, e os posts da Martinha sempre foram especiais para mim. A Martinha tem o superpoder de dar leveza a tudo e um alerta interno para saber quando precisamos da companhia dela (como ela faz isso?). Mora em Paris desde 2006, entende tudo de tecnologia, apps, câmeras, em resumo: é a rainha dos gadgets. Ps.: a melhor risada do universo.

– O Douro Chama – 11 razões para visitar o Douro em Portugal

– 9 Programas Imperdíveis no Vale do Douro

3 Hotéis no Vale do Douro em Portugal (para se apaixonar)

6) Post dos outros Blogueiros e Jornalistas

Yarden Lewin do “Go Travel – Israel

– The Secret of Douro Valley

Agora é só me acompanhar porque as próximas semanas serão dedicadas a falar sobre essa viagem e lugar inesquecível!

Abraços viajantes.

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Como Visitar o Hôtel de Ville em Paris

  • Hotel de Ville em Paris
    Hôtel de Ville (exterior) Foto: Raphaella Perlingeiro
  • Foto: "O Beijo no Hôtel de Ville" de Robert Doisneau
  • Hotel de Ville em Paris
    Salle des Fêtes - Hôtel de Ville (interior) Foto: Raphaella Perlingeiro

Hôtel de Ville em Paris

Ponto alto: Salle des fêtes
Ponto baixo: a dificuldade para se inscrever
Categoria pessoal: visitas inesquecíveis
Para entrar no clima: Jean Baptiste Lully – L’Orchestre du Roi Soleil

Tenho a impressão de que 90% dos turistas que vão a Paris apenas passam na frente do Hôtel de Ville – só isso já vale a viagem, diga-se de passagem. Mas por que não tentar visitá-lo por dentro?

Além de ser referência de onde casais, ano após anos, vão fazer suas versões fotográficas da famosa foto de Robert Doisneau: “O Beijo do Hôtel de Ville” (pagando aquele mico que dá toda graça e boas lembranças a viagem), o Hôtel de Ville é o nome que os franceses dão para o edifício sede da prefeitura da cidade.

Depois do incêndio de 1871, durante a Comuna de Paris, o prédio foi reconstruído mantendo a fachada original iniciada do reinado de Francisco I, mas com o interior modificado à moda luxuosa e ostentosa do século XIX.

Normalmente não é possível conhecer o interior do edifício, mas eu tenho uns segredinhos para te contar!

Se você estiver indo a Paris pela segunda vez, ou até se nunca foi, mas quer fazer algo diferente do clássico, que tal tentar uma visita guiada para conhecer o interior da câmara municipal da cidade: o Hôtel de Ville?

Eu fui e achei incrível!

Nós éramos três: uma falava um francês perfeito, tinha eu, que dou uma enrolada, e a terceira que na época só sabia dizer merci. Três níveis de compreensão da língua e todas aproveitaram a visita. Por isso repito, ainda que você não compreenda a língua: vá!

Não tenha medo do desafio! Nós encaramos como uma oportunidade de imersão linguística e foi um deleite. Mesmo sem entender tudo que a guia explicou, aproveitamos a oportunidade de conhecer a arquitetura do local por um outro ângulo. Depois foi só juntar os pontos, ler algumas informações sobre o local “et voilà!

Para acostumar o ouvido e dar vontade de visitar 😉

Informações úteis:

1) Essas visitas acontecem semanalmente, somente no verão (mas sempre vale perguntar, eu fui em novembro). São grupos de 30 pessoas e é preciso fazer uma inscrição prévia.

2) Você deve se dirigir ao 29, Rue de Rivoli (é a lateral do Hôtel). Lá você encontra um lobby cheio de informações sobre o Hôtel e programas interessantes.  Pode pedir informações lá que eles são bem simpáticos.

3) Pergunte sobre a visita guiada privada, eles vão pedir seu nome, fazer sua inscrição e dar as informações sobre hora e local de entrada.

4) Pronto! É só voltar no dia marcado, e não atrasar, porque eles não esperam (geralmente, é na 5, Rue Lobau, a parte de trás do Hôtel).

Visite sabendo…

– A praça na frente do prédio do Hôtel já era usada desde a Idade Média como local de encontro para execuções públicas, celebrações, rebeliões e as famosas greves. Era chamada Place de Grève, daí o nome “greve”.

– O Palácio foi palco de eventos fundamentais na história da França. Robespierre ironicamente encarcerado com um tiro na mandíbula, aguardando sua própria execução. A proclamação da Terceira República. O famoso discurso de Jacque Chirac. Tudo ocorreu lá.

– Antes de se tornar um palácio luxuoso durante o reinado de Francisco I, o Hôtel de Ville era apenas uma espécie de porto fluvial com a Maison dês Piliers (Casa dos Pilares) comprada por Étienne Marcel, chefe da municipalidade (preboste) de Paris no reinado de João, o bom, lá pelos idos do século XIV.

Para saber mais:

A Vanessa Crouzet do blog “Desvendando Paris” também escreveu um post sobre o Hôtel de Ville qua vale a pena a leitura! Veja aqui.

Comédie-Française: a companhia de teatro mais tradicional de Paris

  • Hall de entrada da Comédie-Française: para babar!
  • Cúpula da Comédie-Française.

Comédie-Française

Esta é a companhia de teatro mais importante da França, e para um ator ter a chancela desta é algo indiscutivelmente extraordinário. Por exemplo, quando estava assistindo o filme do Yves Saint Laurent, nos créditos, os nomes dos atores vinham com a credencial: fulano de tal “de la Comédie-Française” (foi aí que tive dimensão da importância da companhia).

Este é um trecho de uma reportagem sobre a companhia. As primeiras cenas mostram a fachada e o interior do teatro (está em francês, mas fica a referência pelas imagens).

Outra particularidade, um ator da Comédie-Française não faz apenas parte de uma Companhia, ele é um funcionário estatal – já que a companhia pertence à França. Isso significa não apenas que ele é um ator com estabilidade financeira, mas que ele é um representante desse Estado, que por sua vez tem uma tradição política entrelaçada ao estímulo às artes.

A companhia foi criada em 1680, sob um decreto de Luís XIV, que juntava duas companhias de teatro sob o braço do Estado. E ela é, até hoje, uma das grandes responsáveis e representante da excelência francesa no cenário cultural internacional.

São três os teatros da Companhia: Richelieu, Des Vieux-Colombier e Studio-Théâtre. O mais tradicional – e interessante para nós que estamos em Paris de passagem – é o Richelieu. A Comédie só apresenta peças clássicas, afinal de contas sua proposta é a manutenção da tradição teatral no país. Contudo, existem apresentação de algumas peças clássicas estrangeiras. A força da Comédie-Française, contudo, está nas peças dos grandes autores franceses, o que significa: Molière, Racine e Corneille.

E você me pergunta: o que vou fazer em um lugar que não entenderei nada?

Eu te digo: vá a Comédie se quiser ver a França por um olha diferente do óbvio. Se gostar de mergulhos culturais.

Como se preparar?

Você pode ler um pouco sobre a peça que irá assistir, ou pegar uma edição em português para ler antes (adoro ler peças. Elas são rápidas e dinâmicas). O objetivo não é entender tudo. Ir à Comédie pode ser uma experiência de estranhamento, mas também uma oportunidade para se desafiar e mergulhar na cultura francesa.

Comédie-Française

Calendário de peças: aqui (preste atenção para escolher a sala Richelieu. A mais clássica e linda!)

Malta: a fronteira do mediterrâneo

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    Malta: a fronteira do mediterrâneo
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    Ache Malta! ;)
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    Os balcões de Valetta

Malta: a fronteira do mediterrâneo

Agradecimentos ao Victor Villon

Malta é um país com uma história riquíssima, com uma paisagem mediterrânea sedutora e, acima de tudo, com um tempero de estranheza familiar. Quando escuta falar sobre Malta, logo as dúvidas aparecem: é um complexo de ilhas ou um país? Fala-se maltês, italiano ou inglês? Ao ver as fotos de cidades como Valetta, “uma cidade construída por cavalheiros, para cavalheiros”, você já fica intrigada.

Logo percebe que a arquitetura é algo que não se consegue muito bem definir. Tem os balcões que lembram os espanhóis, as construções de pedra lembram talvez algum lugar na Espanha… E as dúvidas crescem junto com a vontade de pegar as malas e ir.

Certamente é uma viagem para quem quer fazer algo de bem inusitado, e não é exatamente um destino exótico da moda, como a Laos ou qualquer coisa do tipo. Também não tem o apelo da fúria consumista dos outlets americanos. Mesmo assim fiquei encantada, e pensei: por que não trocar as compras ou o exótico óbvio pelo singular, pela fronteira mediterrânea?

Malta é considerado um dos menores países do mundo, formado basicamente por três ilhas ao sul da Sicília: Malta, Comino e Gozo, sendo que a primeira dá o nome ao país. A ilha de Comino pode ser considerada como desabitada e a capital se chama Valletta.

Este pais já esteve no poder dos Fenícios, dos Gregos, dos Romanos, dos Árabes, entre outros, só isso já diz muito de sua vocação como fronteira. A sua localização estratégica no mediterrâneo lhe oferece uma condição muito peculiar, pois está praticamente no meio do mediterrâneo, no limite entre sua face ocidental e o oriental, também fica entre a África e a Europa, nas margens do caminho para as Índias, entre o canal de Suez e a Europa. É justamente isso que definirá sua história, sua graça e sua força. Acima de tudo revelará sua vocação como fronteira.

Para entrar no clima!

Kit-Básico sobre a História de Malta

Várias civilizações

Malta foi um centro de civilização desde o III milênio. Ocupada pelos Fenícios (IX A.C.), pelos gregos (por volta de 736), pelos cartagineses (VI a.C.) e anexada pelos romanos durante a segunda guerra Púnica (218 a.C). São Paulo naufragou em suas costas no decorrer de sua viagem de Cesareia à Roma. Também passou pelo domínio dos Vândalos, depois pelo dos Ostrogodos. Foi reconquistada por Belizário em 533 e acabou por cair em poder dos árabes (869), que dela foram expulsos por Roger da Sicília. Malta compartilhou a partir deste memento o destino da Sicília até 1530.

A Ordem de Malta

No século XVI, Carlos V, rei da Espanha, tinha também a posse de Sicília e Malta, mas a cede a ilha aos Hospitalares de São-João de Jerusalém. Estes, a partir daí, tomaram o nome de “Cavaleiros Malta”. Ficaram conhecidos assim como a “Ordem de Malta”, já que eram os novos responsáveis pela ilha.

Nas mãos desta ordem, Malta formou um pequeno estado soberano eletivo que conduziu uma guerra ativa contra os marinheiros bárbaros, contra o oriente. O Grão-Mestre “La Valette” ofereceu ao pequeno país poderosas fortificações, o que ajudou a derrotar os turcos no célebre cerco de 1565.  Essa vitória é considerada um marco da resistência do mediterrâneo ocidental.

Ingleses em Malta

Napoleão Bonaparte apoderou-se de Malta em 11 de junho de 1798, deixando-a completamente pilhada. Mas após um cerco de dois anos, os ingleses se fizeram mestres das ilhas (setembro de 1800), a despeito do tratado de Amiens, eles se recusaram a devolvê-la para a Ordem de Malta. E pior, ainda fizeram com que o título de possessão da coroa Britânica fosse confirmada em 1814. Este é o momento em que Malta transforma-se em uma das principais bases navais margeando a rota britânica das Índias.

Ela permanecerá como tal até 1964, quando ganha independência. A partir de então continuará apenas como parte do “commonwealth”, até 1979. Desde de 1964, ela também faz parte da ONU e, em 2004, entrou para União Européia (em 2008 para a Zona do Euro).

Está se interessando por  Malta?
Eu garanto que este é um destino fascinante! Quer ajuda para montar um roteiro personalizado com detalhes de deslocamentos, dicas de programas que tem a ver com as sua expectativas e o seu jeito de ser? Me manda um e-mail (clique aqui) para a gente conversar.Vai ser lindo planejar essa viagem com você! 😉

3 Hotéis Eco-Chics para se Maravilhar

  • Sono hoteis eco-chics mirrocube
    Que tal uma casa na árvore totalmente integrada à paisagem? (foto de www.treehotel.com)
  • Parafraseando: "Era um hotel muito engraçado, não tinha chão..." mas muita liberdade! (foto de www.casasnaareia.com)
  • sono eco-chics whitepod
    Whitepod com a vista dos alpes suíços! (foto de whitepod.com)
  • Hotéis Eco-chics Casas na Areia
    Um fim de tarde apaixonante na "Casas na Areia" (foto: casasnaareia.com)
  • sono eco-chics whitepod
    Visão do whitepod por dentro. Eco-chic! (foto: whitepod.com)

Hotéis Eco-Chics para se Maravilhar

A Homify é um site que funciona como uma rede social para quem é vidrado em decoração, arquitetura e design. Ótimo para profissionais, mas também um lugar para que apaixonados pelo tema (como eu) se inspirem e colecionem boas ideias e soluções. Vale conhecer!

Quando recebi a proposta do Homify para escrever algo relacionado a arquitetura e design envolvendo viagens não tive dúvida de qual seria o tema. Na hora pensei nos viajantes que tem um compromisso com a arte de se maravilhar e vão além da busca por um lugar para dormir entre um dia e outro de viagem. 

“A forma de um objeto pode alterar a experiência que temos ao consumi-lo.”

Nós podemos procurar apenas uma cama para dormir, não é? Afinal, depois de um dia de atividades e experiências tudo que precisamos é descansar e nos prepararmos para o dia seguinte. Nós podemos não nos importarmos com a qualidade daquela “cama” ou com o impacto que ela está causando para região visitada. Por outro lado, se o orçamento e o planejamento deixarem, podemos incorporar este momento de “sono” às experiências significativas da viagem. Então, por que não aproveitar tudo ao máximo?

Fiz uma seleção com 3 hotéis únicos, com propostas envolvendo o uso de soluções em design e arquitetura capazes de pinçar e resgatar nossos sonhos mais escondidos. Mais importante, são hotéis que conseguiram fazer isso de uma maneira a preservar o ambiente ao seu redor, e ainda, foram capazes de oferecer uma oportunidade genuína aos seus hóspedes para se integrar com a paisagem da região. É pura mágica! Você vai sentir vontade de fugir agora! Vamos?

Casas da Areia – um projeto de Manuel e Francisco Aires Mateus, as casas não são exatamente um hotel. São antes uma experiência à moda da costa Alentejana em plena reserva natural de Comporta e Rio Sado. São 4 casas que um dia já foram refúgio de pescadores, e hoje, recuperadas, recebem hóspedes de uma maneira genuína e especial.

Uma das casas funciona como sala de estar e as três restantes como 4 quartos. As casas só podem ser alugadas como um todo. Café da manhã, taxas e bicicletas estão inclusos. Além disso, temos a grande marca do projeto, um chão de areia na “casa da sala de estar”. É para despir os sapatos apertados e libertar a alma! Não se preocupem com a limpeza. Ela é feita diariamente e está incluída na diária.

Duas das casas foram construídas com madeira, cana e com palha no teto, e as outras de concreto e teto de palha. A preocupação do arquiteto foi manter a simplicidade e o ar rústico da região, mantendo, por trás desses elementos estéticos, todos os confortos do mundo moderno. Rede Wi-fi, aquecimento para o inverno e camas para lá de confortáveis.

Casas na Areia 

Local: Comporta – Portugal
Endereço: Sitio da Carrasqueira, 7580-613
Telefone: +35 1 934 418 316

Whitepod – esse hotel está na minha lista de desejo fortes. Tem tudo que eu espero em hotel: conforto, beleza, maravilhamento e preocupação ambiental. Eu explico.

São 15 pods (cabanas geodésicas) de eco-luxo no coração dos alpes suíços (a 1700m de altitude). Perfeito para quem se preocupa com o impacto ecológico, mas não quer abrir mão do luxo. Os pods são construídos sobre uma plataforma de madeira projetada para isolar o frio e causar pouco impacto no ambiente ao redor. Tudo ali foi pensado com o objetivo de oferecer hospitalidade, mas conservando o ambiente ao redor. E quem se hospeda no Whitepod sente isso com todos os sentidos. Visualmente, a estética do lugar evoca simplicidade, mas de uma maneira refinada (luxo). Tudo é reciclado, o uso da água e da energia é controlado e os alimentos são locais. Até o staff mora perto do hotel e não precisa de transporte (que aliás é também controlado na área).

Perfeito para quem quer fugir do caos urbano e ama atividades de inverno. Eles têm várias atividades nesta época do ano. Por exemplo, caminhadas na neve (com snowshoe), dog sledding (trenó puxado por cachorros), até paraglinding e snowscoots (bicicleta para neve). Além disso, o hotel oferece uma pista de ski privativa para os hóspedes e tapetes especiais para descer do seu “pod” até a base da montanha.

Whitepod 

Local: Monthey – Suíça
Endereço: Les Giettes, Les Cerniers, 1871
Telefone: +41 244 713 838

Treehotel – quem nunca teve o sonho de morar em uma casa na árvore? Bom, eu tive, e esse hotel sueco corresponde às minhas (talvez, nossas) fantasias. São 6 casas nas árvores versão chic. Todas com assinatura de arquitetos escandinavos. Todas tem algo de único e especial no seu desenho. Vale conferir! A minha preferida, no entanto, é sem dúvida a casa de espelhos (The Mirror cube).

As casas são divertidas, confortáveis e integradas com o ambiente que as cerca. Ficar no Treehotel é realmente uma experiência de imersão na natureza. Como eles dizem, “já que estamos no meio da natureza devemos experimentá-la nos seus termos”. Achou isso muito Sueco? Espere que fica melhor.

Assim como no Whitepod, as casas foram construídas para causar o mínimo de impacto ecológico. Imaginem que para construir todas as casas nenhuma árvore foi afetada. As companhias contratadas para construção foram locais; nenhum componente químico foi usado nas madeiras para construção da base das casas. Além disso, todos quartos são aquecidos com energia hidráulica verde, seus banheiros têm pia com controle de água e as privadas funcionam com um sistema de combustão de resíduos. Os chuveiros ficam em cabanas separadas das casas (essa pode ser um pouco difícil para alguns de nós, mas as cabines são uma para cada casa) e a iluminação é feita com LED. Os produtos de limpeza usados nas casas são todos ecológicos.

O importante é que você estará no meio de uma reserva natural maravilhosa, usufruindo de uma hot tub ao ar livre (eles são suecos, gente!), sauna de madeira e massagens feitas com leite sueco. Você poderá fazer kayaking no rio Lule, fazer zipline, icefishing (pesca no gelo), jantar ao ar livre, conhecer os produtores locais, mountainbiking etc.

Treehotel

Local: Harads – Suécia
Endereço: Edeforsvägen 2A, 960 24
Telefone: +46 928 103 00

homify

Sobre a Arte de Comer em um Bistrot Parisiense

  • Bistrot Parisiense
    Au chai de l'abbaye: vá para comer as lentilhas com linguiça de Morteau
  • Bistrot Parisiense
    Yummy: "lentilles vertes de puy com saucisse de Morteau"
  • Bistrot Parisiense
    Bistrot Deux Magots, um clásssico
  • Bistrot Parisiense
    Bouillon Racine, decoração art nouveau

Bistrot Parisiense

É da natureza humana criar expectativas e fantasiar, e isso pode nos levar a uma série de frustrações. Paris é uma cidade propicia a esse tipo de problema. Mesmo antes de ir, já a arquitetamos em nossos corações, imaginando os detalhes de nossa futura experiência. Isso pode parecer desastroso, mas eu acho apenas humano e maravilhoso. É como o autor italiano, Edmondo De Amicis disse: “Nunca vemos Paris pela primeira vez; sempre a vemos de novo…” * Ela já existe dentro de nós e quando chegamos lá, temos que destruir o sonho e construir um novo. Isso não é uma oportunidade especial? 

Por isso quis escrever este texto. Resolvi fazer uma lista para você chegar na cidade desperta para essa aventura que é conhecer os bistrôs parisienses. Para te dizer que vale a pena reservar alguns momentos para isso e que existem alguns detalhes que podem te ajudar bastante. 

Além disso, porque minhas experiências se mostraram um pouco longe das fantasias que eu alimentava sobre os “tais famosos bistrôs parisienses”. No entanto, mesmo assim me apaixonei por eles, pelo espírito deles. Por seus cheiros acolhedores, seus gostos de cotidiano, mas sobretudo pelas suas idiossincrasias, pelo modo como são capazes de revelar o melhor do humor parisiense. E eu desejo essa descoberta para você. 

* esta citação eu encontrei no livro “Paris” de Colin Jones. Se quiser comprar e apoiando o Raphinadas, clique aqui:

Para entrar no clima “Bistrot”!

Assim, deixo alguns pontos para considerarem antes de vir (2014):

1) A demora – se estiver com pressa, não pare para comer em um restaurante ou bistrô em Paris. Provavelmente, a sua refeição irá consumir 2 horas do seu dia, no mínimo. Então, se quiser aproveitar o dia para outras coisas, deixe para jantar bem e se conforme com um crepe dos quiosques, sanduíche ou algo do tipo. Aqui os restaurantes tem poucos garçons, e o timing para o serviço é outro.

2) Prefira os bistrôs mais escondidos – esse é um ponto totalmente subjetivo, e existem alguns bons bistrôs nas ruas principais. Agora, pela minha experiência, quanto mais escondido; quanto menor for a rua ou mais afastado dos centros turísticos maior a chance de encontrarmos algo especial e autêntico.

3) Pesquisa prévia – recomendações são fundamentais. Se você for como eu, que coloca o ato de comer como um programa em si, vale separar alguns bistrôs imperdíveis. Separe por bairro ou arrodissement, isso também pode ajudar. Em Paris você encontrará de tudo, dos bistrôs históricos; os gastronômicos, entre outros.

Se achar muito difícil montar uma seleção para você, lembra que estou aqui. É uma tranquilidade saber que tem alguém junto com você preocupada em aglutinar todas as suas vontades e expectativas gastronômicas. Escreve para mim, é só clicar aqui.

4) Mesas pequenas – é impressionante. Além das cadeiras viradas para as ruas que todo mundo acha lindo, os bistrôs tem mesas incrivelmente pequenas. Você chega a pensar que será impossível colocar os pratos nela, mas não se preocupem, eles dão um jeito. Ah! Mais um detalhe, você se sentará quase no colo do seu vizinho 😉 .

5) A temperatura – no inverno o aquecimento costuma ser temperamental. Então, se prepare. Você pode entrar em um bistrô e, de repente, chegar a acreditar que está em pleno verão carioca. Outras vezes, se estiver em uma mesa perto da porta, apesar de uma temperatura agradável, ficará recebendo golpes sistemáticos de vento glacial. Não é o fim do mundo, mas é bom saber.

6) O Pedido – nada de ficar pedindo tudo aos poucos. Escolha e peça tudo de uma vez. Lembre-se, os garçons são poucos e sem pressa. Outra coisa interessante: aqui você pode pedir uma “carrafe d’eau” (jarra de água da bica) para acompanhar seu vinho sem problema (grátis). Se você quiser ganhar pontos com a cultura francesa ou com os garçons temperamentais daqui, saber escolher vinhos e pedir pratos da estação também conta ponto. Essa habilidade e vontade eu não tenho, mas é verdade.

7) A questão da língua – o serviço por essas bandas anda melhorando. Além de um número crescente de pessoas falando inglês, é palpável um esforço para receber melhor os turistas. Contudo, falar francês, mesmo que muito pouco, é algo que mudará completamente sua experiência gastronômica. O parisiense valoriza muito os visitantes que fazem um esforço para aprender sua língua. Isso tem consequências quando se entra em um bistrô. Dizer: “une table pour deux” (uma mesa para dois) ou um “bonjour”, já faz a diferença.

Espero ter animado e preparado um pouco vocês. A comida francesa e a cultura dos bistrôs é incrível. Sou uma apaixonada! Por mim, passaria os dias pulando de bistrot em bistrot. Descobrindo lugares charmosos, históricos e simplesmente inesquecíveis. Já deu até saudades.